Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Dia do Radialista: rádio segue presente na vida dos brasileiros com informação, diversão e companheirismo

Celebrado em 7 de novembro, o Dia do Radialista homenageia os profissionais que informam, divertem e acompanham milhões de pessoas. Mesmo diante das transformações tecnológicas, o rádio mantém sua relevância e conquista novos espaços no universo digital.

Radialista trabalhando em estúdio de rádio diante de microfone e equipamentos de transmissão durante apresentação de programa.
Dia do Radialista, celebrado em 7 de novembro, destaca a importância dos profissionais que levam informação, entretenimento e companhia aos ouvintes.

O rádio continua sendo um dos meios de comunicação mais presentes na vida dos brasileiros. Mesmo diante do surgimento da televisão, da expansão da internet e das constantes transformações tecnológicas, o veículo mantém sua capacidade de informar, entreter e criar vínculos com o público. No dia 7 de novembro, é celebrado o Dia do Radialista, uma data dedicada aos profissionais que fazem do microfone uma ferramenta de comunicação, informação e companheirismo.

Durante décadas, previsões sobre o fim do rádio acompanharam o surgimento de novas tecnologias. "O rádio vai acabar. Com a chegada da TV, ninguém vai querer ouvir rádio. Na velocidade da internet, agora sim o rádio não tem futuro!", eram algumas das afirmações que marcaram diferentes períodos da comunicação. Entretanto, a realidade de 2026 mostra que o veículo continua relevante e encontrou novas formas de alcançar seus ouvintes.

Dados da 48ª edição do estudo Data Stories — Inside Audio, de 2025, realizado pela Kantar IBOPE Media, mostram a força do consumo de áudio no país. Segundo o levantamento, 92% da população consumiu algum tipo de áudio nos 30 dias anteriores à pesquisa, incluindo rádio, música, streaming e podcasts. O estudo também aponta que o rádio alcança 79% das pessoas nas principais regiões metropolitanas brasileiras.

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A pesquisa destaca ainda a relação afetiva do público com o áudio. Para 54% dos entrevistados, o som está associado à emoção. Entre os ouvintes de rádio, 60% relacionam o meio à informação, 36% à diversão e 29% ao companheirismo.

Dia do Radialista homenageia profissionais que fazem história no rádio

Quando o assunto é emoção e companheirismo, é impossível não lembrar de quem está por trás do microfone. O radialista é o profissional que transforma notícias em informação acessível, músicas em momentos especiais e conversas em companhia para quem está do outro lado do aparelho.

O Dia do Radialista, celebrado em 7 de novembro, faz referência ao nascimento de Ary Barroso, compositor, músico e radialista brasileiro, que nasceu em 7 de novembro de 1903, em Ubá, na Zona da Mata mineira. Ao longo de sua trajetória artística, construiu uma obra musical expressiva, com 264 canções.

Além da contribuição à música brasileira, Ary Barroso também teve papel importante na história do rádio, especialmente nas transmissões esportivas. Por volta de 1930, destacou-se como um dos pioneiros da narração esportiva no país.

Naquela época, as transmissões de futebol eram realizadas à beira do campo, muitas vezes em meio às arquibancadas e ao barulho das torcidas. Para superar a dificuldade de anunciar os gols e fazer com que os ouvintes compreendessem o que acontecia em campo, Ary Barroso encontrou uma solução criativa: utilizava uma pequena gaita de brinquedo.

Sempre que saía um gol, ele tocava o instrumento, cujo som agudo se destacava em meio ao barulho do estádio e avisava aos ouvintes que a rede havia balançado.

A criatividade também era acompanhada por sua paixão clubística. Torcedor do Flamengo, Ary Barroso demonstrava mais entusiasmo quando o gol era de seu time. Quando o adversário marcava, especialmente o Vasco, a reação era bem menos animada. Seu bordão "Eu não quero nem olhar!" tornou-se uma das marcas de sua personalidade nas transmissões.

Bordões históricos marcaram gerações de ouvintes

A história do rádio brasileiro também foi construída por locutores que transformaram expressões e bordões em verdadeiras marcas da comunicação esportiva.

Quem não se lembra de "Ripa na chulipa!", expressão consagrada pelo narrador Osmar Santos? Ou do inesquecível "Olho no lance!", que ficou associado ao estilo de Silvio Luiz?

Essas expressões mostram como o radialista consegue estabelecer uma relação de proximidade com o público, criando identificação e fazendo parte da memória afetiva de diferentes gerações.

Seja nas narrações esportivas, nos programas de entretenimento, nos noticiários ou nas interações pelas redes sociais, o profissional do rádio acompanha o cotidiano da população. Fala sobre os acontecimentos do bairro, os fatos da cidade, os assuntos nacionais e as notícias que movimentam o mundo.

É um profissional versátil, que apresenta programas, seleciona músicas, entrevista personalidades, acompanha acontecimentos e leva informação e alegria a milhares de pessoas.

Rádio também é evangelização e transmissão de valores

Além da informação e do entretenimento, o rádio também desempenha um importante papel na evangelização. É o caso dos profissionais da Rádio Canção Nova, que utilizam as ondas do rádio para transmitir mensagens de fé, esperança e espiritualidade.

Com o lema "Espalhando o Amor de Deus pelo ar!", os comunicadores participam de uma missão que aproxima os ouvintes da mensagem cristã e faz do rádio um instrumento de evangelização.

A atuação desses profissionais demonstra a diversidade de conteúdos e propósitos que o veículo pode alcançar, acompanhando o público em diferentes momentos da vida.

A força do rádio no século 21

Reconhecido como um dos pioneiros mundiais das telecomunicações, o padre brasileiro Roberto Landell de Moura (1861–1928) teve papel importante no desenvolvimento de experiências relacionadas à transmissão da voz por ondas de rádio.

É difícil imaginar o que ele pensaria ao observar a dimensão alcançada pelo rádio no século 21. Hoje, além das transmissões tradicionais, o veículo está presente em aplicativos, plataformas digitais, transmissões pela internet e podcasts, ampliando suas possibilidades de comunicação.

A tecnologia mudou a maneira de produzir e distribuir conteúdo, mas a essência do rádio permanece: a capacidade de estabelecer uma conexão direta com as pessoas.

Neste 7 de novembro, o Dia do Radialista é uma oportunidade de reconhecer o trabalho de homens e mulheres que, diariamente, emprestam suas vozes à informação, à cultura, ao entretenimento e à evangelização.

Mais do que falar ao microfone, ser radialista é ouvir, comunicar, acolher e fazer companhia. É estar presente na rotina de quem dirige, trabalha, estuda ou simplesmente deseja ouvir uma boa música e acompanhar as notícias.

Parabéns a todos os radialistas que fazem do rádio uma companhia diária e mantêm viva a magia de comunicar!

Dia do Radialista: rádio segue presente na vida dos brasileiros com informação, diversão e companheirismo

Por Arieli Prado, editora-chefe do jornalismo da Rádio Canção Nova e apresentadora do programa Café da Manhã, pela 96,3 FM.

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